16 de dezembro de 2010

Do meu jardim em Maio

E, finalmente.... temos jardim!!!

10 de janeiro de 2010

o que ando a ler



Adoro romances e sou fã incondicional desta autora. Tenho todos os seus livros editados em Portugal e também tenho um em italiano que, devo confessar, ainda não li todo. Gosto do estilo de escrever da autora que relata invariavelmente histórias de mulheres atravessando gerações, contextualizando as vivências pessoais das personagens no quadro histórico e cultural em que as mesmas têm lugar e relatando os mesmos acontecimentos da perspectiva dos vários intervenientes. E além disso, gosto muito da língua italiana da qual percebo pouco mas gostava de saber muito mais. De todos os romances da autora que já li, o que mais gostei foi sem dúvida A viela da duquesa, seguido por Qualquer coisa de bom.


Sinopse
“Roberta é uma jovem livreira em plena crise existencial e conjugal - Oscar, o marido, com quem casou contra a opinião de toda a gente, revela-se incapaz de responder às suas necessidades e de assumir as responsabilidades de uma família.
Uma dolorosa reflexão leva Roberta a percorrer o passado e a descobrir as raízes do seu mal-estar, que remontam à infância, passada no meio dos afectos envolventes da família paterna, onde a mãe, Malvina, brilhava pela ausência. Feminista convicta no período turbulento de 68, Malvina escolhera viver de acordo com os seus princípios e confia a filha ao companheiro. Desta situação vão nascer, ao longo do tempo, dramas, mal-entendidos, conflitos mal resolvidos e também segredos há muito guardados. E é apenas ao dissipar estas sombras que Roberta vai conseguir superar a crise e reconciliar-se consigo mesma.
Uma história de ligações profundas e paixões intensas em que Sveva Casati Modignani, através do confronto entre duas gerações de mulheres, nos conta como éramos antes e como somos agora.”

Porto Editora, 2009

9 de janeiro de 2010

ano novo e um ano desde o primeiro post

Ando quase sempre com a minha cabeça a fervilhar de ideias. Quase tudo à minha volta pode servir de inspiração. Alguém a passar na rua, uma montra, um anúncio numa revista, uma paisagem, uma peça de roupa, um objecto de decoração… Não raras vezes acontece que já deitada não consigo conciliar o sono porque me ocorreu uma ideia e começo a esboçar um plano para a pôr em prática. Desde que idealizo algum projecto até à fase da sua concretização, a ideia inicial sofre alterações e mesmo depois de passar a ideia para o papel e procurar os materiais necessários acabo sempre por acrescentar (ou retirar) algo à ideia original. Cada peça sofre um processo de evolução, amadurece à medida que o esboço se vai materializando. E nunca uma peça está verdadeiramente acabada. Quando chego ao fim penso sempre que se voltasse atrás poderia ter feito algo diferente que resultaria muito bem e surge assim uma nova ideia.
Desde sempre gostei de desenhar, pintar, tricotar, bordar, costurar, enfim, de criar coisas. Ainda não sabia ler já a minha avó me ensinava a tricotar e bordar. Depois de muito tempo a fazer incursões por blogues de pessoas que criam as mais variadas coisas, algumas delas verdadeiramente inspiradoras, resolvi criar este para partilhar as minhas ideias e projectos.

Fez no passado dia 3 precisamente um ano desde o “primeiro post”. Estávamos no início de 2009 e como sempre, no início de cada ano as resoluções multiplicam-se e é como se a simples mudança de ano tivesse o condão de realizar todos os nossos sonhos, projectos inacabados e ideias adiadas. Este ano, porém não vou esperar pelo mês de Fevereiro ou Março para me resignar às evidências e aceitar a dura realidade de que não são factores externos como a mudança de ano que terão a capacidade de modificar a forma como gerimos o nosso tempo ou estabelecemos as nossas prioridades.

Nem tão pouco vou dizer que terei de ser eu a arregaçar as mangas e vencer a procrastinação pois isso já seria uma resolução de ano novo.

Fazendo o balanço de 2009 e olhando para a minha “lista” é certo que nem preciso de fazer uma nova para este ano. Mas não vou aqui, em tom de lamento, falar dos livros que não li ou dos quadros que não pintei, nem do jardim abandonado (não, do bolo de chocolate é que não vou falar mesmo). Porque o meu maior desejo para 2009 era receber e cuidar da minha filha e foi precisamente isso que fiz e isso valeu muito, muito mais do que tudo o resto.

Contrariando a minha tendência de fazer listas este ano vou construir a lista ao sabor das ideias que me vão surgindo, dos sabores que vá experimentando, dos projectos que vá iniciando e dos momentos que vá vivendo. A Bárbara estará sempre no topo da lista como é evidente e o primeiro projecto (já em curso) é a festa do seu primeiro aniversário.

A todos os meus amigos e a todos os que me leiam desejo um Feliz 2010.

22 de novembro de 2009

tricot-de-afectos



Ainda não é Natal mas sabe sempre bem dar um presente. Especialmente quando esse presente vai para uma pessoa muito especial que tem o dom de transformar quadradinhos de tricot e novelos iguais a estes em mantas que aquecem o coração e a alma daqueles que mais precisam. Refiro-me à minha querida amiga Isa e ao seu projecto tricot-de-afectos. Convido-vos a visitar o seu cantinho e quem sabe ajudar a Isa a espalhar solidariedade. Basta fazer-lhe chegar quadradinhos (20x20cm), novelos, restos de lã ou, simplesmente divulgar o projecto.

10 de novembro de 2009

30 de outubro de 2009

negação



Quando há cerca de quatro anos resolvi fazer um jardim muni-me das ferramentas e materiais necessários, entenda-se vasos, vasinhos, enxadas, sachos, contornos de passeio em madeira, regadores, adubo e terra, entre outros. Comprei livros sobre bolbos, perenes, plantas de vaso, aprendi o nome de uma infinidade de plantas, qual a altura certa para plantar cada espécie e que cuidados deveria ter para que as minhas flores crescessem bonitas e saudáveis. Posto isto deitei mãos à obra e, literalmente, desbravei terreno por entre ervas daninhas, pedras e desnivelamentos de terreno. Na minha cabeça idealizei o pequeno jardim que queria ter e para isso trabalhava todos os fins-de-semana. Assim que alcançasse o meu objectivo e todo o canteiro florisse teria zonas de bolbos a florescer por entre as heras, begónias, petúnias e malmequeres e até teria um canteiro de cactos decorado com casca de pinheiro, pedras e areia. No entanto, as adversidades não se fizeram esperar e rapidamente percebi que a luta contra as ervas daninhas era inglória. Quando eu chegava a uma ponta do canteiro, na árdua tarefa de as tentar exterminar, já elas rompiam na extremidade àquela onde eu tinha começado. Também percebi que o canteiro que idealizara, à semelhança dos que via em livros e revistas de jardinagem, não era facilmente exequível e assim, algumas plantas foram transferidas para vasos dando lugar a variedades mais resistentes. Depois ainda havia a geada no inverno e o tórrido verão alentejano que contribuíam para atrasar a concretização do meu projecto. Mas nada disto me deteve pois ao invés de ver dificuldades, ervas daninhas e plantas que não resistiam às intempéries, eu olhava para o meu modesto canteiro ainda tão pobre, e via o canteiro que eu idealizara. Não raras vezes aconteceu, eu chamar a minha madrinha, “especialista” em flores e dona de um jardim bem apetrechado e vistoso, para que visse as novidades que eu adquirira e plantara, e ela, com um ar perdido e contrastante com o meu entusiasmo, apenas as avistava quando eu lhas apontava. Na verdade, embora olhando para o mesmo canteiro não estávamos a ver a mesma coisa. Ela via as flores, ervas daninhas e espaços vazios que efectivamente lá estavam. O canteiro tal como ele se apresentava naquele momento. E eu, via o canteiro em que ele se tornaria. Via as flores como elas seriam e a beleza que ele ainda não tinha mas que eu acreditava que estaria lá ao fim de algum tempo.
No outro dia, observava eu o canteiro abandonado há meses (não que eu tivesse desistido ou me tivesse dado por vencida, mas porque o nascimento da Bárbara me afastou de facto do jardim), e realizava que aquele cenário que considero agora de devastação, afinal não é assim tão diferente daquilo que o jardim sempre foi. Eu é que, pela primeira vez, o estou ver tal como ele é. E isto leva-me a pensar quantas vezes não nos comportamos assim relativamente a tantas outras coisas, por vezes até bem mais importantes, nas nossas vidas e ao invés de vermos a realidade que se depara perante os nossos olhos, vemos aquilo que queremos ver. Aquilo que queríamos que fosse a realidade…

15 de outubro de 2009

é oficial



Depois do nascimento da Bárbara este foi o primeiro romance que consegui ler de uma ponta até à outra. Depois deste já se lhe seguiu Alma e os mistérios da vida (Luísa Castel-Branco), que tinha começado a ler ainda quando estava grávida mas que acabei por ler novamente desde o início, e agora é a vez do novo romance da Sveva Casatti Modignani. Não sei se o vou ler com a sofreguidão habitual com que costumo devorar os seus livros pois agora com o início do novo trabalho as leituras são outras...

14 de outubro de 2009

(re)começo

Já era para ter aqui registado na semana passada o turbilhão de sentimentos que advieram de um inesperado telefonema. Era para ter escrito sobre a excitação perante a possibilidade de um (re)começo mas tive de actualizar o curriculum vitae, ler uma série de legislação e ir a uma entrevista. Era para ter testemunhado sobre o orgulho e realização por conseguir alcançar um objectivo mas fui dominada pelo medo da mudança, a preocupação e ansiedade perante a inevitável e eminente separação e fiquei a matutar nesta ambivalência. Por um lado a exaltação, o entusiasmo e contentamento, por outro lado a culpa, o remorso. Era para ter aqui assumido que me sentia impotente por ter de deixar a minha filha aos cuidados de outra pessoa que não eu (embora essa pessoa seja a minha mãe em quem tenho plena confiança e com quem a minha filha adora estar e é tão bem “tratada” como se estivesse comigo!) e sentir pela primeira vez na pele aquilo que já há muito sabemos no nosso íntimo sobre a condição de mãe: “(…) é como ter uma parte de nós para sempre fora do nosso corpo, a andar por aí, a dar os primeiros passos e depois correr e esfolar os joelhos.” (in Alma e os Mistérios da Vida, Luísa Castel-Branco) mas passei o fim-de-semana a arrumar, limpar, organizar, categorizar, enfim… Arrumei a gaveta da roupa interior, organizei o roupeiro trazendo de novo a roupa de Outono para os cabides e refundindo a de Verão nas prateleiras e gavetas mais recônditas, limpei a casa, planeei uma ementa semanal para a Bárbara e cozinhei mais de trinta sopinhas, fiz compras e arrumei a gaveta que a minha mãe destinou à Bárbara na sua cómoda, dispondo fraldas, toalhitas, roupa extra, produtos de higiene e até ben-uron’s numa tentativa (por vezes frustrada e outras vezes nem tanto assim) de experimentar uma ilusória sensação de controlo perante a situação inesperada que veio dar à minha vida uma reviravolta que eu esperava e planeava para daqui a mais algum tempo.
Era para já aqui ter passado esta semana para partilhar a serenidade com que iniciei o novo projecto numa época do ano que sabe a isso mesmo, a recomeços e que é de resto a minha preferida pelos sabores que traz consigo a frutos secos e chás e chocolates quentes, pelo cheiro a terra molhada, pela luminosidade e pela cor, que já não é o amarelo tórrido do estio que queima a planície, mas o laranja e o dourado das folhas a cair e do fogo a crepitar na lareira enquanto sabe bem aconchegarmo-nos no sofá e ler um livro ou ver uma comédia romântica enroscados sob uma mantinha a ouvir a chuva lá fora (embora este ano esta conversa não faça o menor sentido e o que me vale são mesmo as lojas cheias de roupa quente e as prateleiras dos hipermercados a transbordar de cadernos novinhos em folha e lápis e canetas e borrachas… (tanto que eu gosto de material escolar!!!) para me lembrar que, contrariamente ao que indicam os termómetros, o Verão já lá vai e estamos mesmo no Outono). Mas não passei porque tive de mimar a minha filha pela manhã antes de a deixar com a avó como se fosse emigrar para terras longínquas e brincar com ela à tarde e dar-lhe oportunidade de me brindar com todas as gracinhas, risos e puxões de cabelo que não teve ocasião de me dar durante o dia.
Mas aqui estou eu hoje, para partilhar todas estas experiências e sentimentos e para vos contar que na semana passada o tal telefonema era uma proposta para me candidatar a um emprego, que fui seleccionada após a tal entrevista e comecei a trabalhar na segunda-feira. E o resto é o que vocês já sabem!!!

2 de outubro de 2009

28


Hoje estou de parabéns!!!
O bolinho foi feito por mim e embora pareça de chocolate é só para enganar... eh eh... por dentro é de côco!!!